Providência Divina


Por Refuá Shelema de:
Shoshana bat Mazal,
Harach Hanolad ben Odélia

A crença em D’us pode ser de duas formas: crer que Ele existe mas que não se relaciona com o mundo, ou crer que sim Ele se relaciona. E este relacionamento pode ser de forma indireta ou direta. A Torá nos revela o D’us que interage com seu povo de forma direta e, em alguns casos, explícita e publicamente diante de outros povos como se mostra na saída do Egito.

Este relacionamento pessoal  tão marcante na Torá não se limita somente ao povo judeu. Qualquer pessoa que escolha se aproximar a Hashem experimenta de sua revelação. Vemos isso com o povo da cidade de Nínive que escuta a voz do pofeta Yoná e faz teshuvá de seus pecados alcançando o perdão divino.

Também há a história de Naamã, chefe do exército sírio, que ao encontrar-se com o profeta Elisha se submete ao ritual de purificação e é curado de tzarat.

Nesta parashá, Haie Sara, Eliezer, servo de Abraham, sai a cumprir a missão de trazer uma noiva para Itzhak e a providência divina (Hashgahat Hashem) o beneficia. Hashem, bendito seja, mashgiach (interfere em) toda a criação por meio das leis naturais que criou para o funcionamento do universo. Dessa forma, se uma folha cai de uma árvore isso acontece porque D’us quiz, ou seja, por meio de leis que determinam que as folhas caiam.

Porém há o que se conhece por Hasgachá Prati (Providência Divina Particular) que é quando de forma especial ou por meio de milagre as leis naturais contribuem ou são alteradas (o que figura em milagre) para atender a um indivíduo em particular, seja por seus méritos ou por méritos de outros. Este é o caso de Eliezer. Ele não apenas tinha seus próprios méritos mas foi agraciado dos méritos dos patriarcas a ponto de conseguir a esposa para Itzhak por meio de seu pedido de intervenção direta de Hashem.

Claro que são raras as pessoas que alcançam tal nível de aproximação de Hashem a ponto de experimentar esta interação como a de Eliezer. Em cada geração sempre se manifestam sábios beneficiados com esta providência para que nossa emuná na hashgahat Hashem seja nutrida, é o caso de rabinos como Rabi Meir Baal Hanes, Baal Shem Tov, Hafetz Haim, Rav Kaduri, Baba Sali etc. Estes rabinos possuiam força em suas berachot; elas eram ouvidas e as pessoas eram abençoadas. Porém, também vemos exemplos de pessoas simples que são salvas de desastres sem qualquer explicação ou que seus intentos dão certos mesmo quando se vê que as possibilidades de êxito eram remotas. Isto também é Hashgahat Prati.

Não sabemos quais são as contas divinas e nem quais são nossos méritos. Por isso devemos sempre buscar, e nunca parar, melhorar nosso caráter e nos dedicar ao estudo da Torá e sua prática. Como traz Shlomo Hamelech: “Quem é generoso será abençoado, pois reparte o seu pão com o pobre” (Mishlei 22:9(. Quando nos ocupamos com a Torá, Hashem nos abençoa com sua providência. Por isso Eliezer teve a força em ter sua reza respondia exatamente como ele pedido. Ele se ocupava em servir o servo de Hashem, ou seja, se dedicava aos propósitos de Hashem para a futura revelação da Torá.

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Categorias:Parashá com Rambam

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