Tu Bishvat chegou, festas para as árvores


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Tu Bishvat chegou, festas para as árvores. Assim diz o refrão de uma das músicas infantis que celebram este dia. Mas o que celebramos? Seria este um dia de consciência ecológica?

Traz a Mishná em Rosh Hashaná que há quatro Roshei Hashaná, ou seja, quatro cabeças de ano, ou início de ano, são eles:

  1. Primeiro de Nissan – Ano novo dos reis e das festas
  2. Primeiro de Elul – Ano novo dos dízimos dos animais (Rabi Eliezer e Rabi Shimon dizem ser em primeiro de Tishrei)
  3. Primeiro de Tishrei – Início do Ano para a conta do tempo, dos Shemitim e Yovalim; ano novo da colheita.
  4. Primeiro de Shvat – Ano novo das árvores, segundo a opinião de Beit Shamai; Beit Hilel opina aos quinze dias do mês.

O Ano novo das árvores se refere a seus frutos no que se refere às maasrot (dízimos) e à orlá (a conta dos três primeiros anos de uma árvore nos quais não se pode consumir de seus frutos). Em 15 de Shvat se estabelece que destino terá a nova safra para cada árvore em particular e para todos como um todo. As árvores que não cumpriram seus três anos não terão seus frutos consumidos pelos judeus; e a que classe de dízimo os frutos colhidos estarão sujeitos. Dessa forma podemos dizer que 15 de Tishrei é um dia de juízo, pois será decidido o destino dos frutos. Em virtude disso há uma relação muito próxima entre o nosso Rosh Hashaná e o Rosh Hashaná das árvores, e isso nos convida a refletir sobre nossos frutos.

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O profeta nos compara a uma árvore e diz:

 “Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos” Yeshayahu 65:22

Não há dia mais propício para contar os dias das árvores do que na metade do inverno. A maior parte das chuvas já passou e os dias começam a receber a visita do sol. Neste tempo as árvores começam a se despertar de seu tempo de hibernação. As amendoeiras começam a florescer anunciando o regresso da vida. Nesses dias tristes de inverno, onde a paisagem sombria e sem vida e a ausência do sol nos desestimulam para a alegria, as árvores são as primeiras que nos mostram que a vida continua.

Daqui aprendemos que devemos olhar para as árvores e aprender delas. No judaísmo há uma classificação de níveis das criaturas onde os minerais ocupam o nível mais baixo, as plantas vêm em seguida e no nível mais elevado estão dos animais, e esta categoria se subdivide em outros níveis até chegar ao nível mais alto que é o homem. Porém é neste nível intermediário que aprendemos uma lição importante de nossa função neste mundo.

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Os animais são seres complicados, nós em especial. Pelo fato que dentre nossas funções está o de expandir e habitar toda a terra nosso corpo é desenhado para isso. De forma que cada lado é diferente do outro; o lado esquerdo não é igual ao direito, nem a frente é igual as costas. Uma árvore, por sua vez, é homogênea; por todos os lados que a vejamos temos a mesma imagem. Ela não tem lados que não sejam o de cima e o de baixo. Não há tratamento diferente nem múltiplas personalidades, toda a árvore integra em si mesma e não se encontra nela engano.

Nós somos inconformados com o lugar que ocupamos e podemos nos mover para qualquer lugar. Se nos incomodamos, mudamos. As árvores têm seu movimento constante para cima.

“É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm” Mishlei 3:18

Como a Torá, as árvores nos apontam para o alto, para o elevado. Assim devemos nós também direcionar nossas vidas. Devemos ter um caminho destinado a um foco real e elevado.

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Como as árvores que têm suas raízes por onde extraem sua fonte de energia e as sustentam, nós também devemos adquirir nossa energia por meio de nossas raízes. Claro que podemos estar abertos para receber novos nutrientes mas o que nos coloca de pé são nossas raízes, os valores que recebemos de nossos antepassados. Só estamos aqui hoje porque as gerações anteriores nos construíram o mundo que hoje estamos vivendo. Bem ou mal, isso dependerá de nossos frutos.

Nosso caule é o que nos mantem em pé e nos permite cumprir nossa missão. Diferente das raízes que são ocultas pois as gerações passadas já não as vemos, o caule é nossa geração atual e os valores que mantemos hoje que nos permitirá darmos nossos frutos. É no caule que se revela a árvore, assim nós nos revelamos e mostramos para que viemos a este mundo e a que direção queremos conduzi-lo.

Os ramos e galhos são a parte mais desorganizada das árvores. Por cada lado se ver um galho que sai e se mete por cima de outro. Estes galhos e ramos cumprem uma função importante, a de captar luz para produzir a fotossínteses por meio de suas folhas gerando, assim, energia. Isso se compara aos nossos pensamentos e nossa capacidade de expansão. De cada lugar somos capazes de adquirir informação e sintetizar todo o conhecimento adquirido em novos captadores (folhas).

Por fim estão os frutos. O objetivo final de uma árvore é gerar frutos. Todas as demais partes existem e trabalham para que no final um fruto seja produzido. Este fruto a tende a duas funções: servir de energia a outros e para o surgimento de uma nova árvore que continuará com o trabalho de sua genitora.

Que frutos estamos produzindo? Somos fornecedores de energia para alguém? Que tipo de geração estamos construindo para o futuro? Olhamos para as árvores e todo o seu processo de produção para que aprendamos que depois de nossa morte a vida segue. E que em lugar de estarmos tristes olhando por uma janela que nossa geração vive em uma paisagem sem vida, devemos ter em mente que nada mais é do que um inverno e que devemos ter em mente que passando este tempo devemos florescer e produzir bons frutos.

Portanto avante, arrumemos nossos ramos e captemos a boa luz do sol para que produzamos frutos para influenciar as gerações futuras com a boa e especial energia de Torá. Dias melhores virão!

 

Tu Bishvat Sameach!

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Categorias:emuná, Festas

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