O Santo Nome


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Em Parashat Nassô encontramos a mitzvá de Bircat Cohanim (Bênção Sacerdotal), pela qual os sacerdotes deveriam abençoar todo o povo. Assim nos traz a Torá:

דַּבֵּר אֶל־אַהֲרֹן וְאֶל־בָּנָיו לֵאמֹר כֹּה תְבָרֲכוּ אֶת־בְּנֵי יִשְׂרָאֵל אָמֹור לָהֶם׃

יְבָרֶכְךָ יְהוָה וְיִשְׁמְרֶךָ׃

יָאֵר יְהוָה ׀ פָּנָיו אֵלֶיךָ וִיחֻנֶּךָּ׃

יִשָּׂא יְהוָה ׀ פָּנָיו אֵלֶיךָ וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלֹום׃

וְשָׂמוּ אֶת־שְׁמִי עַל־בְּנֵי יִשְׂרָאֵל וַאֲנִי אֲבָרֲכֵם׃

Fala a Arão, e a seus filhos dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:

Abençoa-te Hashem e te guarde;

Faça resplandecer Hashem o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;

Levante Hashen o seu rosto sobre ti e te dê a paz.

E porão o Meu NOME sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei.

Bamidbar 6:23-27

Pela bênção sacerdotal aprendemos que a fonte das bênçãos de Israel é o próprio Hashem e ninguém mais. Esta bênção leva consigo o SANTO NOME de Hashem, como está escrito: “e porão o Meu NOME sobre os filhos de Israel”. Por Santo Nome se refere ao Tetragrama (י – ה – ו – ה) É pela força deste nome, pelo significado que ele carrega que Am Israel é abençoado e protegido. Os cohanim estavam obrigados a abençoar pronunciando o nome de Hashem, como está escrito: “assim abençoareis”.

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Todos os nomes divinos são originados a partir dos atributos divinos, como: Adonay = meu Senhor, Elohim = Altíssimo, Shadai = suficiente para suprir nossas necessidades etc. Mas o Santo Nome é o Nome pessoal de Hashem pelo qual Ele se faz conhecido, como disse Hashem a Moshê: “disse mais Hashem a Moisés: “Eu Sou Hashem! Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como El-Shadai, Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu Nome, Yud Hei Vav Hei, não lhes fui conhecido”[1]. Todos os demais nomes representam um atributo ou ação de Deus mas Yud Hei Vav Hei não. Esse nome não tem referência a qualquer ação e nem está relacionado a qualquer outra divindade, ele é único. A única coisa que podemos deduzir é que o nome compartilha da raiz do verbo ser lehiot (לְהִיּוֹת) em seu tempo presente hovê (הוֹוֶה). No hebraico não se usa o verbo ser na primeira pessoa do presente – eu sou. O verbo é suprimido; sujeito e predicado são conectados diretamente. Como no exemplo: Ani Morê – “eu professor”, que significa eu sou professor. Contudo, está permitido, embora incomum, usar a expressão ani hovê porém no sentido de eu existo e nunca como eu sou.

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Isso nos ensina que apenas Hashem é. Ele é tudo e é nada, é a bênção e a maldição, o que dá a vida e a toma de volta para si. Como disse a Moshê Rabeno: “Eu serei o que serei”[2]. Por ser tão único e por representar o nome próprio de Deus é que sua santidade é maior que a de todos os outros nomes. Quando fora do Beit Hamikdash o nome não era pronunciado na bênção dos sacerdotes sendo substituir por Adonai. Dessa forma os nomes divinos expressados na Torá são todos sagrados e devem ser respeitados e guardados. Não podendo apagá-los depois que escritos. Por isso deve-se evitar escrevê-los. Rabenu Harambam em sua obra evitou escrever os nomes divinos sempre que se via a possibilidade de evitá-los. Assim, todo aquele que escreve o Tetragrama em um quadro e o apaga passar por uma proibição da Torá, como está escrito: “e apagarão seus nomes (dos deuses cananeus) desse lugar; não farão assim com Hashem vosso Deus”- Devarim 12:3-4[3].

Assim abençoareis: em pé, erguendo as mãos, em idioma sagrado (hebraico), cara a cara, em voz alta, pronunciando o Santo Nome quando estando no Santuário[4]. O nome divino não poderia ser pronunciado a qualquer momento e em qualquer lugar. Quando tínhamos o Templo o Santo Nome era pronunciado uma vez por dia depois do sacrifício diário na Bênção Sacerdotal com a qual se abençoava todo o povo. Fora desse momento, apenas em Yom Kipur. Ainda que com o Templo erguido apenas nele se podia pronunciar o Santo Nome e por esse motivo se perdeu sua pronúncia, ainda que os sábios tivessem a tradição de transmitir a pronúncia do Santo Nome a seus alunos uma vez a cada sete anos[5].

Que possamos entender que a fonte de nossas berachot é Hashem e por isso que devemos guardar e preservar seu Santo Nome e nunca profaná-lo, seja apagando o nome propriamente digo ou envergonhando por meio de nossas ações, has vehalila.

[1] Shemot 6:3

[2] Shemot 3:14

[3] Leis dos Fundamentos da Torá 6:1

[4] Leis de Tefilá e Bircat Hacohanim 14:11

[5] Kedoshim 71a

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Categorias:Curiosidades, emuná, Parashá, Parashá com Rambam

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